Skip to content

Refundar, Reformar ou Fundar?

24 de abril de 2017
Creio que esta declaração contém todos os elementos que poderão resolver o problema:

“Assim que os militares saíram do poder, o esquema começou”.
Emílio Odebrecht

Durante o regime de exceção militar, não havia órgãos públicos e funcionários públicos com poder sobre o orçamento para vender favores.
E as empresas tinham auditoria cerrada dos militares, assim, a corrupção não tinha a janela de oportunidade para os corruptos: funcionários públicos e empresários.
Veja bem, não há caso de um governo constituído apenas por empresários e servidores públicos também empresários que permita dizer que os empresários são a causa da corrupção. Pela lógica do sistema industrialista, a empresa visa lucro para os investidores. Cabe aos consumidores – que são ELEITORES – decidir se apoiam ou combatem as empresas e os servidores públicos que não lhes servem como o sistema político preconiza.
Você VOTA e COMPRA o que você QUER, ninguém deve assumir esta responsabilidade por você, e é isto que está acontecendo agora.
O povo erra e outros pagam por este erro.
Assim, o Emílio jamais teria tido a oportunidade que teve após o fim do regime militar se não houvesse o orçamento público e o órgão público e o funcionário público para imporem as condições de negociação.
Ao empresário não cabe decidir os rumos da administração pública, a missão dele (da empresa) é bem caracterizada e não se confunde com os atos de governo.
No Brasil, o sistema político e o sistema eleitoral são PRIVADOS.
São PRIVADOS os PARTIDOS POLÍTICOS, os SINDICATOS.
Mas a economia é ESTATIZADA.
Não há ingerência do Estado (governo) na vida do partido político ou do sindicato, mas a empresa é vítima das mais impensáveis intervenções​ de natureza governamental.
Cabe aos partidos políticos escolherem seus representantes – e são representantes de GRUPOS DE INTERESSE PRIVADOS – para assumirem as FUNÇÕES PÚBLICAS de LEGISLADORES e GOVERNANTES.
No entanto, o JUDICIÁRIO NÃO É ELEITO, assim, não é investido do PODER DE IMPÉRIO, não tendo, portanto, PODER, mas AUTORIDADE, concedida por um membro do PODER EXECUTIVO mediante uma prova de seleção aberta a todos – concurso público -, que não tem as condições mínimas de selecionar as pessoas que tenham as condições para exercer tais funções, apenas cobra um conhecimento de natureza acadêmica.
Assim, não há PODER JUDICIÁRIO, bem como o advogado da cidade e o juiz da cidade não sendo eleitos, não constituem PODER.
Se o orçamento não estiver lá, à espera dos eleitos, não haverá como pagar a corrupção, e empresários como o Emílio não terão como pagar para corruptos com o dinheiro que não existe.
Se o dinheiro ficar na cidade, e na cidade for gasto, então empresários como o Emílio terão de comprar MUITA GENTE em muitas cidades para terem as obras que desejam.
Assim, os prefeitos terão MAIS PODER pois terão sido eleitos para resolverem os problemas que os políticos dos partidos políticos identificarem durante as campanhas políticas.
Num cenário de inexistência do orçamento público federal e estadual, todo o poder estará nas cidades e caberá ao povo de cada cidade decidir se vai eleger um corrupto. Se o fizer, VAI PAGAR SOZINHO, pois não haverá um orçamento público de onde tirar o dinheiro do povo para cobrir a roubalheira, tal como está acontecendo hoje com o Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Minas Gerais, sem falar nos estados do nordeste, que de há muito estão deficitários com a Federação.
Nada impedirá o povo de cada cidade de votar nos poderes que julgarem adequados e criarem uma estrutura pública do tamanho que desejarem, desde que PAGUEM SOZINHOS POR TUDO QUE GASTAREM.
Naturalmente, as empresas não vão formar sede nas cidades em que o povo for corrupto e eleger corruptos, pois um corrupto é um IMPOSTO ADICIONAL. Não vejo um só empresário querer gastar mais para fazer o que pode fazer por menos, a não ser que o prejuízo seja socializado, como acontece agora, vide unidades federativas falimentares.
Assim, a questão de fundo não é política, mas é política sua decisão.
Não pode haver imposto e não haverá um órgão público e um funcionário público que irão obrigar aos empresários se submeterem à corrupção para terem suas empresas funcionando.
Não existem dois governos para uma empresa escolher a quem prestará serviços. Ou faz o que os funcionários públicos – e políticos associados a eles – querem ou saem do mercado, simples assim.
Então, a mudança tem de começar pelo fim dos impostos estaduais e federais. Com a criação de uma Contribuição Federativa (3% para a CIDADE, 3% para a UF e 1% para a FEDERAÇÃO) e impostos nas cidades de acordo com a vontade do povo, ressaltando que o POVO QUE VOTA PAGA O QUE VOTAR.
Anúncios
No comments yet

Deixe uma resposta. Participe do debate em http://www.subsistencia.org/mailman/listinfo/plbr_subsistencia.org/.

Faça o login usando um destes métodos para comentar:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

The Savvy Sister

Simple changes for healthy living

Tech World

Yet another tech blog

Ceticismo Político

Análise política para adultos

Falando em Justiça Fiscal...

Espaço de discussão e promoção da Justiça Fiscal no Brasil

Eight to Late

Sensemaking and Analytics for Organizations

C.c

COISAeCOUSA

Moved by Freedom - Powered by Standards

A weblog by Charles-H. Schulz.

Hildegard Angel

Pode não ser a melhor opinião, pode não ser a sua opinião, mas esta é uma coluna com opinião!

Existential Type

Thoughts from an existential type.

Vijay's Tech Encounters

My Encounters with Hardware and Software

Life of a Geek Admin

The Adventures of a True Geek Administrator

The PBX Blog

Collaboration, evolved.

Logiscon

Consultoria Logística, Treinamento e Cursos

Instituto Liberal

Problemas Sociais - Soluções Liberais

Agência Liberal de Notícias Brasil

Porque notícias também devem ter ideias

CONFEI - Conselho Federal de Informática

Movimento #CONFEI Todos a favor da Criação do Conselho Federal de Informática do Brasil

%d blogueiros gostam disto: