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Democracia, Demarquia, Oclocracia ou Federalismo?

19 de fevereiro de 2015

Democracia, Demarquia, Oclocracia ou Federalismo?

A democracia pressupõe individualismo e liberdade, enquanto o planejamento social próprio do socialismo tenta alcançar a igualdade reprimindo o indivíduo” não está correto, desde que a democracia era um arranjo institucional político para tomada de decisões políticas e administrativas que os gregos utilizavam na República.

A República e a democracia gregas dependiam da escravidão para sua sustentabilidade.

Os princípios democráticos gregos somente seriam válidos sob um regime político republicano – para os CIDADÃOS GREGOS – e com a sustentação econômica provida pela escravidão, o que nivelava todos os gregos “por cima”, pois, praticamente, todos os gregos teriam escravos.

Na democracia os gregos faziam o planejamento individual dentro das regras que regulavam a “coisa pública”, isto é, a iniciativa privada tinha regulação.

A democracia do PT é mais democrática do que a do Brasil, pois dentro do partido “todos são iguais”, e dentro do Brasil não há o mesmo tipo de igualdade. Como na Bíblia, os judeus são o “povo escolhido” e o tratamento bíblico para os “não-escolhidos” não é o mesmo.

Está na hora de por o debate necessário: o fim da democracia e da república. Não estamos mais em 2000 atrás. Não podemos usar ferramentas do passado para resolver problemas do presente, não estamos mais sob os mesmos paradigmas.

A incerteza não admite tanta certeza política

Quando se faz uso de uma ferramenta, deve-se estar certo sobre duas coisas, previamente: conhecer a tarefa a ser realizada e escolher a ferramenta adequada à realização da tarefa.

Em política, ao longo dos últimos 2000 anos, tivemos o renascimento de um sistema de tomada de decisões político-administrativas (democracia) e de um sistema de governo (república) baseados em um sistema econômico (escravidão) que lhes dava a sustentabilidade econômica, que há tinha, lá, seus outros 1000 anos, talvez, posso estar errado em alguns números.

Creio que o maior desafio dos LIBERAIS é trazer o sistema político e o sistema econômico mais perto um do outro, de modo a que a sustentabilidade do sistema econômico garanta a sustentabilidade do sistema político de forma inter-relacionada, isto é, temos de ter valores morais para propor um modo político de sustentar a vida em sociedade e, ao mesmo tempo, de propor um sistema econômico que aceite os paradigmas morais do sistema político.

Assim, se ambos os sistemas forem baseados nos mesmos princípios – DIREITOS INDIVIDUAIS E PROPRIEDADE PRIVADA -, poderemos ter o melhor de todos os mundos em uma única combinação.

E a democracia, a república e a escravidão, a santíssima trindade política de 3000 anos atrás, definitivamente, não é a melhor opção. Assim, não se trata do “maior desafio da democracia … fornecer a todos os cidadãos a capacidade plena de exercício de seu livre-arbítrio, de uma consciência moderna, de uma razão emancipada”, pois os cidadãos de um país moderno não têm as mesmas qualidades dos cidadãos gregos, embora os gregos tivessem uma “razão emancipada”. Apesar de dependente da escravidão.

Não há livre-arbítrio ou consciência moderna em uma ideologia com mais de 3000 anos e a escravidão como sistema econômico de sustentação.

Há que trazer o conceito de Estado para o século XXI, e não será com as ideias de 3000 anos atrás.

Há que termos, brasilianos, uma Carta de Alforria dos conceitos milenares, uma Carta de Princípios para um futuro possível e construído de forma colaborativa.

Temos de ter nosso Documento de Independência, em que nos firmemos como independentes e nos afirmemos como capazes de sermos independentes.

Então poderemos ter uma Constituição Federal para atingir nossos objetivos.

Por isto devemos substituir uma República Federativa do Brasil por um Estado de Direito Federativo, com o reconhecimento do Poder Local (a cidade) como maior instância de Poder Político, com clara separação entre Estado, Governo, Política e Economia.

Com a proposição de Poder de Império para os Eleitos e eleger as autoridades Federais, Estaduais e Municipais.

Com a eleição do Prefeito, do Juiz da Cidade, do Advogado Geral da Cidade, do Chefe de Polícia da Cidade e dos Conselheiros da Cidade teremos uma instância de Poder Político verdadeira.

Com a perfeita separação entre os Serviços Públicos – os que são prestados pelos eleitos -, dos Serviços Para o Público – que são prestados pela Iniciativa Privada.

Com o impedimento de implantação de impostos na mesma legislatura de sua propositura.

Da maneira como o artigo propõe tratar a democracia, com a urgência de uma doença venérea e a profundidade de ideias de uma canção de ninar, não iremos muito longe na próxima “reforma”.

Nem a urgência nem a superficialidade são ingredientes da construção de um país. Poderá haver a urgência de ação política – legítima defesa, no caso da política de hoje-, mas não poderá poluir os princípios de instituição de um país novo.

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