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Partidos Políticos não são públicos e a república é privada

14 de fevereiro de 2015

Em resposta à matéria publicada no blog Cala a Boca Jornalista:

Uma Câmara dos Deputados com 28 partidos representados, como ocorre neste ano no Brasil, é algo praticamente inexistente em outros países democráticos. Só a Índia possui um Parlamento com mais siglas – em contrapartida, a fragmentação aqui é maior do que lá. Apesar do excesso evidente, ainda há quem ache pouco. Nas eleições do ano que vem, seis partidos devem estrear nas urnas. São legendas que estão na fase final das etapas necessárias para obter o registro no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).” trago os seguintes comentários:

Pelo visto na matéria, não é uma questão ” de partidos demais” ou “partidos de menos”, uma vez que o sistema representativo se baseia em …. representação, assim, CERCEAR a representação é ATITUDE COMUNISTA (totalitária), que NÃO TEM PARTIDOS POLÍTICOS, tem UM SÓ partido REVOLUCIONÁRIO.

O “DEFEITO” da “democracia” não é o partido político, mas a própria democracia. Os partidos políticos NÃO SÃO INSTITUIÇÕES DE GOVERNO, são de ESTADO, e são usados pelas PESSOAS para DECIDIR QUEM GOVERNA. Você sabe quantos partidos políticos existia na Grécia ao tempo da República Grega? Você sabe SE EXISTIAM partidos políticos na Grécia, 3000 anos atrás?

É um SISTEMA ORGÂNICO em que seus componentes são inter-relacionados e sua FUNÇÃO, uma vez EXERCIDA, é de Estado.

Um partido político é uma INSTITUIÇÃO PRIVADA e REPRESENTA INTERESSES PRIVADOS, assim, serão necessários tantos partidos políticos quanto os interesses a serem representados, e tantos interesses representados quantos representantes tiverem, cada um, em grupo, representando a seus eleitores.

Assim, não é uma questão PÚBLICA o quê os partidos fazem, desde seu nascedouro são PRIVADOS e representam INTERESSES PRIVADOS. Logo, nada mais justo que os INTERESSADOS, PRIVADOS, PAGUEM POR SEUS REPRESENTANTES.

Isto nem impede nem constrange a FUNÇÃO PÚBLICA pela qual eles concorrem, que é fazer as leis que representem os interesses dos grupos que os elegeram, SEM AGREDIR a defesa dos interesses de outros grupos representados.

É mais fácil de entender quando se pensa um Sistema Jurídico A PARTIR DO DIREITO INDIVIDUAL e da PROPRIEDADE PRIVADA.

Veja os CONCEITOS BÁSICOS da VIDA PRIVADA e pense em como seria muito melhor termos uma SOCIEDADE LIBERAL em respeito aos DIREITOS INDIVIDUAIS, em que FUNÇÕES PÚBLICAS seriam exercidas por INSTITUIÇÕES PRIVADAS, SEM FERIR O DIREITO DE TERCEIROS.

O sistema eleitoral brasiliano é imperfeito porque é democrático e republicano, duas instituições gregas de mais de 3000 anos atrás, cuja existência somente foi possível porque havia um sistema econômico baseado em ESCRAVIDÃO que sustentava o sistema político e militarista grego.

Quando o escravo se tornou raro ou muito caro para ser obtido no “mercado”, a economia ruiu e o sistema político ficou sem sustentabilidade para se reproduzir.

Como a economia já não reproduzia mais o sistema de viver dos gregos, suas sociedades definharam até a extinção.

Os gregos pensavam ter todo o conhecimento que existiria para ser conhecido pelo homem, assim, não precisavam mudar nada em suas sociedades. Não precisavam evoluir.

Considerando que o Renascimento foi o do conhecimento dos gregos, podemos perguntar porquê os gregos, que tinham TODO o conhecimento que o Renascimento trouxe, não promoveram, eles mesmos, a evolução que tivemos DEPOIS do Renascimento?

Porque a escravidão permitia-lhes prescindir de MAIS evolução.

O Renascimento trouxe de volta as instituições políticas e militares dos gregos, que foram extintas pela escravidão, e foram “atualizadas” para épocas mais modernas, COM outro tipo de escravidão.

Com o decaimento da escravidão como base de financiamento de um sistema econômico, as instituições políticas que sustentavam perdem sua característica mais forte: a democracia.

Só era possível, para os gregos, tomarem decisões publicamente e terem suas vontades respeitadas por um sistema jurídico porque a escravidão fornecia a mão-de-obra (escrava) para produzir as transformações que os gregos “democraticamente” decidiam.

Quando a REPRESENTAÇÃO foi introduzida na vida política, teve seu caráter PRIVADO NEGADO pela importância da democracia como forma de manter o poder nas mãos dos mesmos que o detinham antes da inclusão da democracia como valor político, isto é, os escravocratas, ou políticos modernos.

O Brasil é um exemplo típico de escravidão democrática, em que os escravocratas HERDAM a república para não perderem o poder sobre as terras e economia.

Até hoje, especialmente, no nordeste brasiliano, famílias associadas à escravidão têm o poder político e econômico mantido pela “república” e pela “democracia” gregas, completamente deslocadas do tempo histórico-econômico.

Um sistema baseado em escravidão não tem um passado de respeito aos DIREITOS INDIVIDUAIS, logo, é razoável admitir-se um grau de INTERVENÇÃO NA VIDA PRIVADA como o preconizado pela Câmara dos Deputados, que “acelerou a tramitação de uma proposta que proíbe a fusão de partidos que tenham menos de cinco anos de existência“, nitidamente tornando o Direito Administrativo o Direito da Administração da Coisa Privada, o que é um absurdo econômico.

Equivale a criar legislação que proíba os prematuros de terem o mesmo tratamento que os que nasceram em tempo “certo”.

Como a escravidão já foi legalmente introduzida e defendida, não é de estranhar que alguém defenda a posição político-administrativa manifesta pela CF.

E é AÍ que está o problema: o Direito Administrativo ser usado como lavanderia política para os crimes político-administrativo cometidos por comunistas, socialistas, sociais-democratas – enfim, TODOS OS PROLETARISTAS.

Se, dentro do sistema político-eleitoral brasiliano, não há “luz no fim do túnel“, isto se deve por não existirem VALORES LIBERAIS na construção do sistema, e assim, é razoável que hajam siglas que representem interesses já representados dentro de outros partidos – e que seriam desprezados por hegemonia interna nos partidos já existentes -, e existirem partidos de “natureza folclórica“, ou seja, aberrações políticas com nítidas características de inadequação do ideário de seus membros, como o Partido Militar e o Partido da Mulher ou o Partido dos Aposentados, ou o NOVO – claramente uma ideia de marketing, não de ideologia política, ou uma REDE, claramente a adoção da ideia de rede das células dos terroristas muçulmanos e do partido comunista, em tempos (gloriosos) de anonimato político – criados para reforçar o poder de legendas já existentes, como Partido Liberal – o PL do ministro Gilberto Kassab –, que não teriam espaço político dentro do projeto de hegemonia socialista do Partido Nacional-socialista dos Trabalhadores do Brasil, o PT.

O cerne da questão não é QUANTOS partidos existem, mas COMO a representação dos partidos é transformada em CARGOS POLÍTICOS, ou seja, em EXERCÍCIO DO PODER.

É o CAMINHO PARA O PODER POLITICO que deve ser refeito, não o sistema.

Para começar pelo começo, é preciso ABRIR MÃO DA DEMOCRACIA, que não funciona sem escravidão, e da REPÚBLICA, que não funciona sem democracia.

Para o tempo dos gregos, os gregos eram os melhores, hoje …. onde está a Grécia?

Você realmente pensa que o passado da Grécia não tem nada a ver com a Grécia de hoje?

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