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Para quê um Conselho de Informática?

2 de janeiro de 2015

O controle sobre a INTERNET continua sendo um “debate” – os que querem o controle nunca são vistos debatendo com alguém – em que o povo perde sempre, os provedores perdem sempre – e ainda fazem o trabalho pelo governo – e o governo ganha sempre: mais controle e cargos para controladores.

No México, o presidente propõe um controle, à moda brasileira, da INTERNET.

No Brasil, o esforço de burocratas e corporações da TIC para construir uma trincheira de estatização (onde se pode privatizar algo público em nome do bem comum) se concentra na criação do Conselho Federal de Informática – CFI.

Nos EUA e na Inglaterra, países onde nasceram as TTIC – praticamente -, não existe tal coisa. Eles sabem porque não deve haver controle estatal (ou de governo) sobre o conhecimento humano.

E as TTIC são CONHECIMENTO puro. Não são produtos. Embora existam produtos que são usados para o provimento dos serviços de TIC que usamos em praticamente tudo, em nossas vidas.

Defensores do CFI –  – usam da mesma retórica marxista – socialista/comunista/social-deocrata – para enganar as pessoas com assertivas desprovidas de lógica formal. A realidade presente desmente cada “proposta” deles:

Vamos examinar algumas:
1 – O que procuramos com a formação em nível superior? Qualidade, sucesso profissional, pessoal e financeiro!

Porque uma universidade tem de prover formação profissional?

Nosso sistema educacional propõe a existência de Escolas Técnicas – municiapis, estaduais e federais – onde pessoas podem buscar por formação profissional.

Qual a diferença da ET e a U se o profissional tem a formação necessária para obter a capacitação para ser profissional?

Ao se ocupar com a formação profissional, a Universidade abre mão de sua capacidade de CRIAR CONHECIMENTO.

A desorganização do sistema educacional se deu em tal ponto que o sistema de apoio ao trabalhador, promovido pelas empresas à custa de taxas impostas por lei – impostos -. o Sistema “S”, também provê ensino, nos níveis técnico (médio) e superior, com faculdades, mestrados e doutorados.

Não é esta a missão primária do Sistema “S”.

E a missão primária da Universidade é produzir conhecimento, não produzir profissionais.

2 – Os cursos superiores de Informática formam  trabalhadores especializados cujos diplomas merecem o mesmo respeito atribuído aos de profissionais de outras áreas como professores, farmacêuticos, advogados, engenheiros e outros.

Ninguém duvida do respeito devido, mas não é o fato de não existir um CFI que TIRA o respeito. Não há evidência de um profissional que não está registrado em um CFP ser merecedor de menos respeito. O respeito “desejado” pelos defensores do CFI lhes é negado por ELES MESMOS.
Se ninguém contrata um profissional de TIC para administrar os dados de um computador privado, para implementar segurança de dados em uma rede local residencial, não é porque o profissional de TIC não está registrado em um CFP, é por que o próprio profissional NÃO SE DÁ O RESPEITO.
Foi o exercício das profissões de TIC, pelos próprios profissionais de TIC, que construiu o respeito que lhes é dado pela sociedade. E agora, escondendo-se atrás de mais um órgão público – como a PETROBRAS e os CORREIOS -, todos sabem que será um antro de corrupção.
Veja as matérias policiais sobre a corrupção dos CREA e OAB, Brasil a fora.

3 – Toda profissão reconhecida tem seu conselho regulamentador.

O fato de haver outros conselhos não é uma justificativa lógica ou técnica para fazer mais um. Nâo fazer mais um é uma justificativa técnica e política para MELHORAR O AMBIENTE do PROFISSIONAL LIBERAL.

4 – Para alcançarmos igualdade deve haver união e organização.

Aqui o discurso marxista é claro: IGUALDADE + ORGANIZAÇÃO.
É discurso COMUNISTA proposto por Gramsci.
A IGUALDADE É IMPOSSÍVEL na espécie humana, somos GENETICAMENTE DIFERENTES e promover a COLETIVIZAÇÃO do que é biologicamente INDIVIDUAL é violar a natureza.

5 – É fundamental a criação de um conselho com regras de atuação que irá tirar o profissional da informalidade, trazendo ainda melhorias nas condições de trabalho, cargos e salários, estipulando direitos e deveres.

Não há qualquer relação de causa e efeito entre a existência de um Conselho Federal Profissional, para uma profissão, com a informalidade.

Informal é algo que não tem regulamentação, o que não é o caso de nenhuma das profissões possíveis em TIC, pois TUDO nas TTIC é REGULAMENTADO por normas internacionais – que copiamos e traduzimos e adotamos integralmente -. ou por normas nacionais propostas pela ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas.

Assim, a tal informalidade não é justificativa.

Para estipular direitos e deveres basta seguir as normas. Está tudo lá.

Melhorias em cargos e salários dependem das políticas de cargos e salários das empresas de TIC, não de um Conselho Federal. Adivinhe QUEM está na administração das empresas de TIC? PROFISSIONAIS DE TIC.

É o profissional de TIC quem faz as regras de cargos e salários nas empresas de TIC, e pelo que os defensores do conselho afirmam em sua publicidade pró-conselho, a culpa é DE OUTRO PROFISSIONAL.

Mas é deles, e são justamente estes que querem dominar o CFI.

6 – Com o conselho, toda a sociedade é beneficiada.

O discuro do “bem público” é tão mentiroso quanto a existência de um proletariado e de um burguês.
A sociedade somente pode ser beneficiada com a prestação de serviços de qualidade, dentro de um padrão ético que produza o ambiente de trabalho adequado ao atendimento de clientes.

A ética não é um produto do proletariado, ou de igrejas ou religiões; é produto da ação social humana. Antecede às ideologias proletaristas e estatizantes.

A sociedade vai ser a vítima da ação do CFI, da mesma forma que é vítima da ação de outros conselhos. Ninguém controla os controladores.

Um conselho federal é um baronato em plana República.

7 – Com a profissão regulamentada e valorizada, há maior interesse em atuar na área o ingresso em cursos e acadêmicos nas universidades.

Justamente o contrário, ou não haveriam os cursos, pois os profissionais já estavam lá para fazer os cursos. Nenhum dos profissionais que criaram os cursos tinham os diplomas que os cursos que estavam criando iriam fornecer.

8 – Com o maior número de profissionais qualificados, empresas, clientes e usuários de serviços de informática correm menor risco de atendimento por pessoas não capacitadas.

A qualificação de profissionais não tem nada a ver com a existência de um conselho federal destas profissões. É mais uma mentira “Lógica” que os comunistas usam para enganar todo mundo e criar o “seu” conselho.

Que uma série de requisitos tenham de ser atendidos para uma pessoa receber uma certificação profissional seja exigida é razoável, e toda a sociedade sabe que a qualidade dos serviços que irá receber dependerá diretamente da qualidade da certificação.

Mas não há qualquer relação de causa e efeito entre a qualidade do exercício de uma profissão e um conselho profissional.

O que esta gente quer é CONTROLAR OUTRAS PESSOAS, somente isto: “O Analista de Sistemas já diplomado, a exemplo de diversas profissões regulamentadas, por ser qualificado e suas competências reconhecidas, percebe o acréscimo nas vagas de trabalho e a busca de profissionais e tem exclusividade nas vagas “,. como muito claramente propõem, descaradamente, para encobrir a estratégia ideológica que está por trás de tudo.

Fica claro que é o diploma e o registro que identifica o “direito à vaga” do profissional, e não o seu conhecimento e sua posição no MERCADO.

É do MERCADO que eles têm medo: são comunistas!

E para “justificar” seu controle sobre a sociedade, propõem “O trabalhador informal, por sua vez, terá a chance de profissionalizar-se em cursos de reciclagem em graduação técnica ou profissional o que conferirá maior preparo e seu lugar no mercado formal”, isto é, o “informal” é aquele que não é controlado pelo conselho. Mas poderá ser um profissional qualificado e com posição de MERCADO.

E como todo comunista, faz da INTERVENÇÃO e do CONTROLE a pedra de toque da qualidade:

“Chega de anarquia!
Se você quer uma sociedade mais organizada e justa e concorda que a educação e qualificação profissional é o caminho,  parabéns!
Você está a  poucos passos do sucesso.
O primeiro é a qualificação técnica ou profissional com ensino superior.
O segundo é a organização com a criação do Conselho Regional de Informática.
Em que passo você está?”

Onde está a anarquia? Anarquia é um sistema de auto-governo, não tem nada a ver com a situação que eles dizem o CFI irá “remediar”.

E porque a qualificação TEM DE SER DE NÍVEL SUPERIOR?

Viram como eles fazem de uma razão sem asserção a própria asserção? Não há relação entre uma coisa e outra.

Porque tem de haver uma LUTA para fazer algo de bom? Não basta fazer o bem? Não são os próprios profissionais de TIC que fazem tudo o que está aí de errado?

Porque lutar “por um futuro profissional mais digno e uma sociedade mais justa” tem de ter um conselho federal profissional?

Eles dizem as REGRAS PARA ASSUMIR O PODER DO CFI?

Quem vai assumir a primeira direção e com que missão, objetivos, diretrizes?

São Senhores Feudais de TIC que querem seus próprios baronatos, poder para fazer o que quiserem, os profissionais de TIC comprometidos com as corporações de TIC que dominam o MERCADO hoje.

Tão desorganizado, politicamente, é o processo de criação do CFI que já tem lei instituindo mas não tem regulamentação. O processo todo está entregue à loteria política e ideológica e ao controle do governo federal sobre o órgão.

Quem vai assumir o CFI: os profissionais de TIC da PETROBRAS, dos CORREIOS, do Banco do Brasil, da Caixa Econômica Federal?
Você CONFIA em QUALQUER destas organizações? Alguma dúvida sobre a falta de ética e moralidade dos dirigentes destas organizações?

Porque eles têm medo dos profissionais de TIC se organizarem e estipularem os requisitos para o exercício das profissões de TIC no país?

E QUAIS SÃO AS PROFISSÕES DE TIC.br?

O controle da INTERNET vai estar diretamente ligada à direção do CFI.

Queremos toda a corrupção da PETROBRAS, BB, CF e CORREIOS num conselho federal?

Pense nisto.

Você vai ser a próxima vítima do governo totalitário, quer seja um profissional de TIC, quer seja um cidadão.

As TTIC estão em TODAS as instâncias de nossas vidas, é nossa individualidade e nossa segurança que está em jogo.

 

 

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