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Voto consciente é o voto em mim

17 de outubro de 2014
Como ensinou o pensador francês Frédéric Bastiat, enquanto a maior parte da população continuar vendo o Estado como um meio de viver às custas dos demais (ignorando que é ele quem vive às custas de todo mundo), seguiremos nos frustrando com a política. Seguindo a lição de Bastiat: “Não devemos esperar senão duas coisas do Estado – liberdade e segurança, tendo bem claro que não se poderia pedir uma terceira coisa, sob o risco de perder as outras duas”. 
Bastiat estava certíssimo, e esta é a única verdade política. Os seres humanos têm um único interesse: si.
 
A população tem como certo que poderá viver às custas de outrem, via Estado, porque não precisa mais lutar pela sobrevivência, tem-na garantida pelos “direitos humanos” conquistados” quando constituiu o Estado.
 
Mas esta luta por si próprio não é, nem está, errada. É da espécie.
 
A predação é parte de nós, as regras para a predação é que mudaram. E nas regras dentro do Estado, a maioria aprendeu que a maioria ganha e, assim, basta estar na maioria que o resultado final está garantido.
 
Somente um processo continuado de informação e educação – e neste tópico os LIBERAIS estão MUITO abaixo da crítica – poder-se-á ter alguma modificação no cenário.
 
Se o argumento apresentado aqui for tópico de educação continuada, e não apenas um assunto de debate entre iniciados em liberalismo, então poderemos ter uma chance.
 
Lembrando: onde estavam os que advogam, agora (novamente), o voto útil quatro anos atrás, neste mesmo dia da eleição, de então?
 
No mesmo lugar, pedindo o mesmo voto útil.
 
Não fizemos nada, durante os últimos quatro anos, para merecer uma mudança. Não vamos ganhar a mudança, como a maioria ganha o pão-deles-de-cada-dia.
 
Embora a nossa política seja “dominada pela lógica de que ganha quem promete mais “direitos” e benesses com chapéu alheio“, o que os liberais poderiam “prometer” para as MESMAS PESSOAS que estão aí, na maioria, “pedindo” pelo voto?
 
Não vamos ter uma platéia de liberais para merecermos a eleição, teremos de “vender o peixe” para a mesma platéia, para os mesmos consumidores, para os mesmos eleitores.
 
Não temos o rapport adequado para esta tarefa, nem a militância capaz de levar a mensagem.
 
O “povo” não tem “culpa” por querer para si, pois é exatamente isto que os seres humanos fazem.
 
Precisamos mostrar, claramente, que em um ambiente de governo ADEQUADO – não mínimo, não reduzido, não controlado – teremos os efeitos das políticas governamentais mais adequadas distribuídos para uma população maior.
 
Não dá para atender a todo mundo com todos os recursos ao mesmo tempo e ainda melhorar a cada dia.
 
Mas dá para melhorar a cada dia para atender a mais gente com mais recursos. Por mais tempo.
 
No escopo do Estado não há liberdade, mas um nível tolerável de constrangimento.
 
Não há segurança, mas uma sensação desejável de segurança.
 
É preciso que tenhamos definidos claramente quais os princípios que adotaremos para basear nossa proposta “alternativa” ao que está aí. Mas não é agora que faremos isto. Agora é a hora da crise, os comunistas e os socialistas/sociais-democratas, fizeram o dever de casa.
 
Militância e perseverança na palavra construíram o que eles desfrutam agora.
 
A questão é quando os liberais vão começar.
 
E o velho problema de qual o ego que vai “Liderar”.
 
Não existe “voto consciente”, existe o voto em si mesmo, na medida em que é possível.
 
E é este o voto que os liberais têm de conquistar. Não é a consciência do eleitor, é o voto do eleitor.
 
Quando tentei participar dos Federalistas propus que o presidente do “partido” se candidatasse à presidência da república. Não seria possível, certamente, pois o partido não existe, mas o lançamento da “candidatura”, à época das eleições, daria mais visibilidade ao ideário, ao partido e às lideranças.
 
E iniciaria um MOVIMENTO pró-partido.
 
A ideia foi rechaçada.
 
Aliás, é interessante notar que o partido federalista está há mais de 20 anos “sendo feito” e a rede da Marina foi feita em meses … ou quase.
 
Porque?
 
Qual a diferença da qualidade da militância? Ou das ideias?
 
Minha proposta é criarmos um partido liberal que una todas as correntes liberais, não-socialistas, trabalhistas e outras crenças, que não rejeitem o liberalismo como opção de poder, em uma trincheira de onde possamos elaborar as propostas que unam, para propor ao povo, e as que nos separem, para propor à militância.
 
Vamos nos lançar em movimento liberal com o que une e debater o que separa.
 
Um partido liberal que seja hegemônico no campo do liberalismo.
 
Se as propostas forem em torno do que nos une – e liberais e demais correntes abrirem mão de posições próprias por algum tempo – pode haver uma chance de termos espaço político.
 
Mas enquanto os egos dos verdadeiros donos da verdade liberal e as correntes de “direita” tiverem a posição imperial de donos da verdade, não haverá a menor chance de oferecer ao povo uma opção.
 
Não existe voto consciente. Não existe voto útil.
 
Eu voto na MINHA POSIÇÃO.
 
Se perco, estou na OPOSIÇÃO.
 
Logo, o voto é útil quando é meu e em mim.
 
Porque eu votaria na MINHA OPOSIÇÃO? Isto sepultaria minha POSIÇÃO.
 
E é o que está acontecendo agora, quatro anos depois de ter acontecido antes, quatro anos antes de ter acontecido antes de antes … ad nauseum ….
 
Ofereço um Servidor de Lista de Distribuição de Correio em para construir este conhecimento que será necessário para uma nova proposta para o povo.
 
Não podemos propor o liberalismo, temos de propor o que nos une para atender àquele desejo do povo de votar em si.
 
Eles têm de se ver em nós.
 
Put yourself on their shoes“.
 
Não posso dizer que sou um liberal, até porque não tenho informação mais aprofundada e a leitura para acompanhar o debate acadêmico.
 
Mas posso dizer que, ao longo do tempo, desenvolvi uma visão a partir de um eco-sistema de ideias para a liberdade. Aprendi que o liberalismo não é uma ideologia, e está vivo no tempo.
Nem podemos ser os liberais de 1700, nem podemos ser os liberais de 2015, pois em pouco tempo uma ideia nova, ou novo olhar sobre a ideia atual, pode mudar tudo, e o liberalismo vai mudar com a mudança.
 
Vivemos presos numa armadilha temporal que construiu um Estado, no século XXI, com as ideias dos séculos XIX, e anteriores. No século XX vimos as ideologias e as religiões genocidas serem tornadas políticas públicas.
 
O fascismo e o catolicismo (Vaticano de Mussolini), o nacional-socialismo, o socialismo, o comunismo, o imperialismo japonês tornaram-se venenos sociais e políticos e milhões morreram por deuses e ideias genocidas.
 
E não foi o suficiente para abrir os olhos para o desajuste do foco temporal da constituição do Estado Moderno.
 
O povo não evoluiu para acompanhar a evolução da ciência e da tecnologia, enquanto as religiões evoluíram para impor o terrorismo de mais de 2000 anos.
 
As religiões são parte do tecido constitutivo do Estado, como o foi da formação de bandos e tribos, da humanidade.
 
Mas não somos mais os mesmos ignorantes – e temos os aborígenes de diversos lugares da Terra na mesma situação que há mais de 10000 anos atrás – para seguirmos cegamente um fantasma ou o proletariado.
 
Não podemos continuar a seguir os livros caóticos ou o capital; nem deus nem Marx.
 
Precisamos encontrar os princípios que irão definir as novas instituições civis, a base das novas leis.
 
Recuperar o lugar do Indivíduo. Do Gene Egoísta.

 

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