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A Hora e a Vez do Brazil

10 de julho de 2013

21.06.2013

A hora e a vez do Brasil

POR REDAÇÃO # EM DA REDAÇÃO

http://www.pagina22.com.br/index.php/2013/06/a-hora-e-vez-do-brasil/

Para entender o momento de eclosão social e manifestações pelo qual o País passa, Página22 se revisitou e buscou o melhor dos conteúdos já publicados que analisavam o Brasil e seu povo que, no máximo, estava cochilando

 

Foto de Semilla Luz via Flickr

Quem poderia prever a eclosão de protestos pelo País com essa magnitude e intensidade  – e neste exato momento? Explicações sociológicas, filosóficas, psicológicas, econômicas e políticas das mais variadas tentam dar conta desse fenômeno que se forja nas redes sociais, ocupa as ruas e perpassa todas as classes, faixas etárias, etnias, crenças, tribos e preferências partidárias e apartidárias.

O Brasil acordou, mas dizem que a periferia nunca dormiu.  Que jogaram Mentos na geração Coca-Cola. Que se exige educação, saúde e trasporte no padrão Fifa. Que o povo unido não precisa de partido.

Enfim, o Brasil conquistou protagonismo entre indignados, primaveras e ocuppies do mundo. As ruas viraram caldeirões de causas, as mais variadas, quase todas legítimas. Quinze minutos de fama na linha da História ou amadurecimento sem volta da jovem democracia? Aonde isso vai dar?

Se o futuro é complexo demais para ser previsto, sinais no passado recente já indicavam o que mais cedo ou mais tarde encontraria seu ponto de fervura. Página22 captou e capturou alguns desses movimentos. Quando, por exemplo, entrevistou o jornalista e cientista político Sérgio Abranches. Vejam o que ele disse já em setembro de 2010:

Penso o contrário dos meus colegas cientistas políticos: eles acham que é preciso fortalecer os partidos, eu acho que tem que acabar com eles.  Porque é uma velha tecnologia institucional para um tipo de política que não tem mais cabimento, a da representação estreita.  Com a tecnologia de interação, com a riqueza de interatividade que tenho hoje com a circulação de informações, não preciso de partido para agregar meus interesses.  Não preciso de um partido para dizer qual é o programa que devo seguir.  Partido hoje é uma camisa de força, é fonte de corrupção e de cooptação.”

Mas o que entraria no lugar dos partidos?, perguntamos. “A gente tem que mudar essa ideia de representação.  Temos de fazer uma síntese tecnológica, um retorno tecnológico à democracia grega”. Daí o título: “A Ágora de agora”.

Essa entrevista nos foi dada em um momento de profundo desencanto com a política, em meio às eleições mais “chochas” da História brasileira, mas que gestava nesse descontentamento com a política tradicional uma semente que viria a eclodir três anos depois, fortemente sustentada pela tecnologia da informação.

Crise das instituições

Tal descontentamento foi captado também na reportagem  “A produção do desencanto”, matéria de capa da edição “Ocupe pelas Brechas”, de fevereiro de 2012. Nela, mostramos como o modo hacker de agir – ou seja, de achar e ocupar as brechas dos sistemas – pode mudar o mundo desiludido com as promessas da democracia, do capitalismo e da justiça social.

Este trecho da reportagem, por exemplo, mantém-se muito atual:

Pedro Markun, um dos fundadores da Casa de Cultura Digital em São Paulo, acha que o fim dos partidos está próximo: ‘As instituições estão sendo desmanteladas por descontentamento, novas coisas surgirão, talvez um ocuppy eleição, por exemplo”. Entra neste rol das instituições desacreditas os partidos, os governos, as Nações Unidas e, quem diria, a imprensa – tema da edição de julho de Página22, em gestação.

A crise das instituições ficou ainda mais patente na Rio+20. O resultado pífio das negociações oficiais entre as nações nos levou a manchetar: “Agora é com a gente –  Reafirmadas as limitações do processo formal da ONU na direção do futuro que queremos, mais do que nunca a bola está com a sociedade civil”. Isso recheando uma provocativa capa com a ativista Tica Minami, exibindo o cartaz com os dizeres:  “Quando a multidão liderar, os líderes seguirão”.

Poucos meses depois, em outubro de 2012, voltamos à carga com a edição “Política Fora da Caixa”, cuja reportagem de capamapeou o ensaio de formas dinâmicas e orgânicas de fazer política, provocar, gerir e se organizar. Mesmo mapeando essas formas inovadoras e arejadas, não tiramos os olhos da velha estrutura em que política convencional ainda opera, abordando uma das bandeiras que também foi empunhada recentemente nas ruas: a da reforma política.

Transparência e monitoramento

A mesma tecnologia que criou um caldo para as manifestações é a que empodera o cidadão e possibilita o controle social do poder. A reportagem “Por um pouco de luz”, de abril de 2011, mostrou a péssima posição do Brasil em termos de acesso à informação pública mas, em contrapartida, como pipocavam na web iniciativas em prol da transparência:

Embalados pela revolução digital, a mesma que está contribuindo para a mobilização pela democracia no Oriente Médio e Norte da África, movimentos como Cidade Democrática, Vote na Web, Urbanias, Rede Nossa São Paulo, entre outros, entram em cena criando mecanismos que permitem traduzir e acompanhar os atos do poder público.  Multidisciplinares e, em geral, pilotados por jovens cheios de energia e disposição, articulam-se na velocidade da internet sem esperar a tramitação de uma lei que segue em ritmo analógico.”

Na mesma linha, a reportagem “Trabalhe, você está sendo filmado”, revelou como um número crescente de fóruns, organizações e voluntários, com o uso de ferramentas tecnológicas, ampliou o cerco aos políticos por meio do monitoramento. E exemplos práticos de combate à corrupção que mudaram a história de municípios do interior foram citados na reportagem “Revertendo o ciclo”.

Conforme disse Abranches na entrevista em 2010, “o movimento social é a grande esperança da repolitização adequada do Brasil”. Mas na ocasião alertou que, sendo fragmentado, não faz as conexões, compete com ele mesmo e se enfraquece diante do adversário. Buscar um fio de continuidade nesse emaranhado difuso que é a própria rede talvez seja agora a maior questão objetiva que nos desafia nestes tempos efervescentes.

Análise dos Cenários Apolíticos

A análise dos cenários apresentados na imprensa sobre o que está ocorrendo no país, quem está envolvido e sendo envolvido, parece corroborar o cenário de desmantelação do sistema político baseado em representatividade e partidos políticos, muito bem resumido na série de reportagens coletadas em http://www.pagina22.com.br/index.php/2013/06/a-hora-e-vez-do-brasil/, que reproduzimos acima.

De QUAL Brasil?

Mas as justificativas não são oriundas de um proposta de um sistema superior, senão as que justificam a retomada da Guerra Fria em outro nível, ou patamar de combate, qual seja, o de destruição dos tecidos sociais – entenda-se aqui, por tecidos, as Infraestruturas Críticas Políticas e Institucionais – os Poderes Políticos que foram criados justamente a partir da ideia do balanço de poder, do peso e contra-peso, da interdependência e do controle de cada um pelo outro.

O que vem por aí é algo desconhecido até mesmo pelos comunistas, que são criados a partir da pura e única visão de mundo baseada na destruição do “capitalismo” e substituição da “classe burguesa” pela “classe proletária” – revolução é isto, a substituição de uma “classe” por outra no poder – e dentro de um padrão de guerra convencional, isto é, um exército VÊ o outro e CONHECE o outro – o que não ocorre no mundo digital, em que os inimigos estão no prédio ao lado e em qualquer país do mundo e têm à sua disposição Tecnologias de Informação e Comunicação muito avançadas e disseminadas.

E muitos, muitos têm estas armas.

É muito mais rápido criar uma nova arma digital de destruição em massa do que em laboratórios gigantescos e caros, e difíceis de esconder.

Os EUA criaram uma nova Força Armada especificamente para a Guerra Digital com orçamento bilionário.

A Teoria dos Jogos e a visão terrorista de dominação pelo terror e ameaça constante à vida disseminando um sentimento individual e pessoal de medo constante, a formação de exércitos baseado em células que se comunicam mas não se conhecem, o poder da TIC às armas convencionais faz do cenário atual de conflitos generalizados um Campo de Batalha Global muito mais perigoso e volátil do que os estrategistas militares convencionais previam durante a Guerra Fria.

A Guerra Fria Digital e a constituição de estruturas de poder baseadas em células interdependentes, em que poucos, e desconhecidos terroristas assumem o controle de massas populares com a ação hacktivista de especialistas em tecnologias digitais – poucos e desconhecidos – criam um cenário de caos controlado, ou de comportamento induzido – estímulos Pavlovianos Digitais – e controlado – o Admirável Gado Novo – em que o “povo” passa a ser um mero grande polvo-consumidor-global de soluções baseados em um ideário barbárico e medieval – o comunismo é do Século XIX – com vistas à Grande Revanche Global: o Muro caiu, Longa Vida Ao Muro.

Gramsci recauchutou a revolução proletária com uma receita de Chèf du Cousine ensinando aos bárbaros como fazer o mesmo serviço, em menos tempo, sem os ônus das perdas em pessoal e material e ainda conquistando Corações e Mentes – os inocentes úteis – no caminho.

Mas até mesmo Gramsci seria ultrapassado pelas Tecnologias Sociais do Mundo Industrialista-digital – industrialismo é o nome do que o Mensaleiro-mor Marx chamou de Capitalismo, que não existe fora do delírio e ilusão proletária marxiana – quando Gene Sharp ensina ao mundo como derrubar regimes totalitários a partir da manipulação das pessoas em larga escala – os comunistas chamam de manipulação das massas – a partir de células secretas com poucos membros e um Sistema Planetário Terrorista – o terrorismo institucionalizado em nome da “democracia”, globalizado e tornado “Política Pública”.

Não há diferença entre o terrorismo privado e o terrorismo estatal ou de governo: terrorismo é terrorismo e a base é a completa supressão dos DIREITOS INDIVIDUAIS, a completa estupidificação do ser humano, tornado rês em uma grande manada de gado humano para ser manipulado ad nauseum por uma “liderança” completamente desconhecida e imbuída dos desejos de DESTRUIÇÃO da ordem estabelecida, CONTRA os partidos políticos e os próprios políticos, como se estes fossem os culpados por tudo.

Esquecem-se, os “libertários”, que foram eles mesmos que colocaram aquela gente lá: você gritou Lula lá?

Estatisticamente, 70% do povo brasileiro FEZ ISTO AO BRASIL: SÓ HÁ UM CULPADO, O POVO BRASILEIRO. Os criminosos, os políticos corruPTos e os empresários estatistas são apenas a oportunidade e seus abutres de sempre.

Interessante notar que pipocam na PIG – Porcarias da Impresa Global -, notícias sobre a importância das ideias ambientais como mantra contra as ideias políticas focadas em ideologias e instituições representativas.

Interessante notar que uma das grandes benecifiadas desta nova visão de mundo é justamente uma comunista de primeira hora dos corruPTos e que fundou, em 4 meses, um partido político-sem-partido, uma REDE para atuar em rede e na rede.

Um contra-ponto liberal é a criação de um Partido Novo, dois golpes politico-publicitários com o claro objetivo de herdar o Admirável Gado Novo, acrítico, acéfalo, sem ideias, ideologia, visão de mundo, que vai para as ruas mugir palavras de desordem política para implantar uma política apolítica e submeter as instituições industrialistas a um sistema apolítico e apartidário.

Que tipo de estrutura institucional vai ser o “partido não-partido” que vai assumir o caos que eles mesmos plantaram?

A citação da Democracia Grega no artigo citado é sintomática: a democracia Grega é um sistema ESCRAVOCRATA e não pode viver sem os escravos. Isto é, não existe democracia sem escravidão.

Os princípios democráticos valiam apenas para os cidadãos, isto é, os Gregos nativos, que nunca trabalhavam porque os Gregos consideram o trabalho inferior – não queriam serem igualados aos escravos, que trabalhavam.

O trabalho tem origem em palavra latina “tripalium”, um instrumento de tortura usado na Roma antiga, formado por três estacas de madeira encravadas no chão, onde escravos eram amarrados para o suplício. Não por acaso, as relações de produção que os seres humanos estabelecem entre si visando a subsistência possui esta curiosa denominação.

Ao longo da História humana, o emprego de diversas formas de violência e coação física estiveram presentes nas relações entre senhores e servos, patrões e empregados, Estado e funcionários (servidores).

No comunismo a violência contra o ser humano atinge seu clímax e extrapola todas as formas de violência jamais imaginadas.

A URSS EXTINGUIU 25% da população da Ucrância em UM INVERNO, entre 1933/34, PELA FOME!

Lênin teria declarado que não poderiam ficar sem a Ucrânica ou a revolução poderia não sobreviver.

O Exército Vermelho entrou em CADA CASA e em CADA FAZENDA e confiscou TODO O ALIMENTO EXISTENTE.

As pessoas definharam até morrer e eram enterradas, ainda vivas, junto com os mortos. Sobreviventes testemunharam que “o chão se movia”, com as pessoas, ainda vivas, enterradas junto com os mortos.

O Exército Vermelho aliou-se ao Exército Nazista para invadir a Polônica em 1939, dando início à Segunda Guerra Mundial: COMUNISTAS e NAZISTAS eram ALIADOS.

Se você for na próxima PALHASSEATA e perguntar a qualquer jovem se ele sabe alguma destas informações, vai saber porque o Admirável Gado Novo está sendo tocado contra as instituições “burguesas”.

A revista Página22 entrevistou o jornalista e cientista político Sérgio Abranches já em setembro de 2010:

Penso o contrário dos meus colegas cientistas políticos: eles acham que é preciso fortalecer os partidos, eu acho que tem que acabar com eles.  Porque é uma velha tecnologia institucional para um tipo de política que não tem mais cabimento, a da representação estreita.  Com a tecnologia de interação, com a riqueza de interatividade que tenho hoje com a circulação de informações, não preciso de partido para agregar meus interesses.  Não preciso de um partido para dizer qual é o programa que devo seguir.  Partido hoje é uma camisa de força, é fonte de corrupção e de cooptação.”

Se um “cientista político” quer acabar com os partidos políticos então o Mundo se resume a um grande laboratório de experiências político-ideológicas, como foi o Século XX INTEIRO.

Mas o tal “cientista político” não explica como a mutiversidade de mentes na manada em estouro vão ser diferentes das mentes que foram consumidas em 1917 N Rússia e nas invasões do Leste Europeu, da China e de Cuba e, agora, da América Latina.

Os fins justificam os meios e manipulando as “massas” para conseguir atingir objetivos do século XIX em pleno século XXI a Grande Revanche Global está em marcha.

Como a junventude está completamente alienada da realidade que forjou o mundo que herdou e seus pais-cara-pintadas e mamães-cara-pintadas não vão reconhecer que erraram, os filhos vão para as ruas para a grande lavanderia da história para derrubar um governo legítimo colocado pelos papais e mamães socialistas, como muito bem a PIGPorcaria da Imprensa do Governo – Revista Isto É publicou em Reportagem Especial de Junho.

Mamã-cara-pintada-socialista e filha-sem-ideologia-e-contra-partido-politico, juntas, nas ruas, lavando a alma dos crimes cometidos pela família contra o Povo Brasiliano.

Como os comunistas dão golpe nos comunistas e regimes proletaristas não são vencidos nas urnas, somente derrubados, a metodologia de derrubada de governos tirânicos de Gene Sharp, nas mãos da nova leva de terroristas.br vai cumprir a missão histórica.

Agora, num cenário de Guerra Fria Digital, os novos Cavaleiros Digitais, desconhecidos e Anônimos e uma manada do Admirável Gado Novo que não quer saber de política, governo, partidos e ideologias serão os Pais Fundadores do Novo Brasil.

O que vocês pensam que possa suceder a comunistas e não ser comunista, se os que pretendem a derrubada do governo não querem mais partidos políticos nem ideologias nem governo?

Ou não é nada disto?

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