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A identidade é a verdade: a verdade é Local

31 de março de 2011



Creio que a necessidade de ter uma identidade não tem nada a ver com o que os adultos vêem como seu numa comunidade, mas com o que ensinam às suas crianças.

Há um “gap” entre a educação das crianças e a educação que percebemos, nós adultos, como nossa, depois de amadurecermos.

“Acreditamos” em Papai Noel quando criamos a crença em Papai Noel nas crianças e decidimos que é “bom” ser iludido, quando criança, pois quando crescer vai-se “aprender” a “verdade”.


 Segundo Lacan,quando alguém nasce, encontra no Outro (A) – que define como o campo da linguagem – um lugar onde inicia suas primeiras significações. Não se trata de um outro propriamente – mesmo que possa vir a ser – senão de um campo simbólico onde o sujeito por vir recebe seus primeiros significantes: nome, traços, sexuação, etc. Desta forma o humano constitui-se a partir de um Outro (A). O seu “Eu”, enquanto uma imagem do corpo, se estabelece a partir de uma relação com a imagem e os significantes (fala e o desejo) do Outro. O Eu não é inato, ele se constitui numa relação de espelho com o que o outro espera que a criança seja. A partir dai a criança se identifica com o objeto do desejo do outro (falo).

 

As falas do indivíduo exprimem vários significantes, mas estes acabam por não atingir nenhum significado, na medida em que a estrutura (o eu) é inatingível. Logo, sua individualidade é determinada por uma forma vazia e, para Lacan, impossível de se conhecer. Logo o significante remete a outros significantes.

O signo é arbitrário, o conceito não é criado a partir da coisa, mas sim determina o que é a coisa, logo, nada é explicável empiricamente.

Vivemos no plano da fala, onde o conteúdo é inatingível (plano do simbólico), as imagens (falsas) que temos sobre nós e os outros são o plano do imaginário, e o plano do real é inatingível (estrutura).

Mesmo se chegássemos ao conhecimento de uma dada estrutura, só conheceríamos a forma dessa, e nunca o conteúdo.

A “verdade” é aquilo que se sabe quando se sabe. 

A Terra já foi plana, e era “verdade”.

No diálogo de Will Smith com Tommy Lee Jones em “Men in Black”, à beira do rio, quando Lee diz a Will sôbre entrar no MIB, cita passagens da história dos últimos 500 anos em poucos minutos e resume a “verdade”.

Vemos uma “verdade” diferente a cada momento em que uma nova “verdade” é desvelada.

Precisamos uma identidade que não venha com a “verdade” de alguém, mas somos, também, responsáveis pela “verdade” de nossa identidade.

Concordo que precisamos de uma “verdade” e que Drucker está certo quando diz que pessoas “ vivem cada vez mais em um mundo transnacional, mas sentem a necessidade de raízes locais, a necessidade de pertencer a uma comunidade local“, mas temos de parar de acreditar em Papai Noel e fingir que o sistema econômico que está aí é uma “verdade”, que a “política” que está aí é uma “verdade” e que as ideologias que estão aí são a nossa “verdade adulta” ou que as religiões que estão aí são a nossa “verdade” na fé.

Não fazemos uma profissão de fé cívica com vontade suficiente para abrirmos mão de uns poucos confôrtos em consumo e de pôdres podêres que infligimos uns aos outros, porque haveria de concordar que há uma “verdade” para todos nós?

Mas temos a “nossa verdade”: o Federalismo.

Lembrem-se do discurso da menina canadense.

As “verdades” caem com muita facilidade com o pêso da mediocridade.

No Federalismo temos a mensagem que é possível termos mais de nossas “verdades” sem que as “verdades” de outros sejam um ônus para nós.

Que podemos buscar a nossa felicidade sem pagar pela felicidade ou pela miséria de outrem.

Que teremos tempo de aprender sôbre as “verdades” dos outros mas que estaremos em um lugar seguro – o Local – onde todos podem buscar e produzir suas “verdades”.

Um local federalista é um lugar de verdade .. não deixa de ser mais uma tribo … a nossa tribo …

Contato em:



Você sabe o que é a SUA liberdade?

 

 

 

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