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Liberais-estatistas-sociais

16 de janeiro de 2011

Prezados companheiros de InterNet.

Sim, companheiros.

Não me lembro de alguém ter feito o registro de propriedade privada da palavra.

E se usarmos, faremos o mesmo que os marxistas fizeram com o discurso liberal para criar o tal do Liberalismo Social: importar um discurso validado para validar um discurso sem validação.

Vamos re-assumir nosso discurso e tornar o duplipensar marxista orwelliano nossa ferramenta de discurso.

Resgatando o duplipensar marxista:

O que é Duplipensar?

Duplipensar é a capacidade de armazenar duas crenças contraditórias simultaneamente e aceitar ambas. O termo apareceu no livro 1984.

Para os marxistas, assumirem-se como uma “pessoa” que tem um “pensamento evoluído”, isto é, que “evoluiu”, deve ser tranquilizador.

Passar a ser “normal” e não ter de pagar pelos crimes contra a humanidade que cometeram nos últimos mais de duzentos anos para implantar o sistema genocida baseado nos “trabalhadores”  (ou proletários) e coletivista de destruição em massa da individualidade.
Interessante como assumem a “sacralidade” do “indivíduo” – os sobreviventes do genocídio proletarista – mas sem, obviamente, perder totalmente o “contato” com o Estado.

Vale a visita para conhecer os Liberais-estatistas-sociais.

Tenho certeza que os portuguêses querem uma vida baseada no respeito aos direitos individuais, mas, só por garantia, vamos pedir ao Estado que garanta o que, já de ante-mão, somos (os portuguêses) incapazes de fazer: sermos livres e assumirmos esta responsabilidade.

  1. A liberdade é um direito inalienável de todos os indivíduos, mais do que um factor de fomento da paz e prosperidade e implica a soberania do indivíduo sobre si mesmo: a possibilidade de viver a vida e procurar a felicidade da forma que entender, desde que sem prejuízo para a liberdade dos outros.
  2. Liberdade e responsabilidade são valores indissociáveis, basilares da sociedade que desejamos, devendo ser o indivíduo, e não o Estado, a assumir a responsabilidade pelas escolhas que faz. A intervenção do Estado deve centrar-se na manutenção de uma rede de segurança que apoie os indivíduos em casos pontuais de necessidade.
  3. Consideramos essenciais todos os direitos estabelecidos na Declaração Universal dos Direitos do Homem, os quais devem ser sempre salvaguardados pelo Estado, nomeadamente a liberdade de expressão, de associação e a abolição de todas as discriminações, entre as quais as que tenham como base o sexo, etnia, cor, religião ou orientação sexual.
  4. Defendemos a igualdade de oportunidades e não a de resultados. Acreditamos numa sociedade justa, regulada pelo mérito, onde todos possam exercer livremente os seus talentos e desenvolver o seu potencial, livres de coerção, num ambiente solidário e de respeito entre indivíduos.
  5. A limitação constitucional dos poderes do Estado, a separação de poderes, o primado da Lei, uma democracia pluralista e representativa, o respeito pela propriedade privada e a salvaguarda da esfera privada de consciência e acção, são condições necessárias para uma experiência plena da liberdade e para o florescimento das sociedades livres.
  6. Acreditamos que o Estado deve ter uma dimensão reduzida mas assegurar firmemente, de forma sustentável e de acordo com o princípio da subsidiariedade, a defesa da sociedade e do indivíduo, a propriedade privada, uma educação de qualidade, a justiça, os cuidados básicos de saúde e protecção social e a conservação do património cultural, natural e ambiental.
  7. Reconhecemos que uma Educação de qualidade que favoreça a tolerância e a compreensão na diversidade e pluralidade, que estimule a reflexão crítica e o juízo autónomo, é um factor de libertação do ser humano, por isso indispensável ao desenvolvimento das sociedades livres e de uma cultura de responsabilidade.
  8. Defendemos a economia de mercado livre como forma preferencial de organização económica: um sistema económico de livre iniciativa, de respeito pela propriedade privada, concorrencial e pleno de diversidade, onde o Estado desempenha essencialmente um papel regulador.
  9. Defendemos uma política externa centrada na cooperação internacional e orientada para a paz, para a promoção dos direitos humanos, da democracia liberal, do livre comércio e do diálogo cultural. Acreditamos na igualdade soberana entre os Estados, no primado da lei nas relações internacionais e no aprofundamento democrático do modelo de governação das organizações internacionais.
  10. Cremos num futuro de Portugal como membro activo da União Europeia, desempenhando esta um papel influente e de responsabilidade no mundo, não em contraposição, mas em complementaridade a outros poderes. Vemos num aprofundamento democrático da União Europeia vantagens e oportunidades para o futuro, sem que isso signifique uma diluição das identidades e dos patrimónios culturais dos estados-membros.
  11. Acreditamos que o Estado deverá ser laico, jamais portador de qualquer moral religiosa. Deverá tratar de forma não-discriminatória as diversas religiões e crenças, bem como reconhecer ao indivíduo o direito a uma escolha livre da sua confissão ou prática religiosa.

Aprovada na primeira Assembleia Geral do MLS – Movimento Liberal Social a 20 de Março de 2005, alterada na segunda Assembleia Geral do MLS – Movimento Liberal Social a 18 de Setembro de 2005, alterada na décima-primeira Assembleia Geral do MLS – Movimento Liberal Social a 9 de Maio de 2010.

A liberdade é um direito inalienável de todos os indivíduos, mais do que um factor de fomento da paz e prosperidade e implica a soberania do indivíduo sobre si mesmo: a possibilidade de viver a vida e procurar a felicidade da forma que entender, desde que sem prejuízo para a liberdade dos outros.

Pelo visto, os portuguêses ainda não conseguiram separar o Estado do Estado de Espírito.

Ao considerar que a “liberdade é um direito inalienável de todos os indivíduos os portuguêses podem, talvez, estar dizendo que irão efetivamente assumir a responsabilidade por tornar êste direito desfrutável, e apesar de afirmarem que isto “ implica a soberania do indivíduo sobre si mesmo“, e afirmarem que assumem a responsabilidade pela sua “Liberdade e responsabilidade são valores indissociáveis” e que “o indivíduo, e não o Estado, a assumir a responsabilidade pelas escolhas que faz“, justificam a intervenção do Estado “na manutenção de uma rede de segurança que apoie os indivíduos em casos pontuais de necessidade“.

Parece que êles têm uma “necessidade” individual que somente o “Estado” pode “suprir”: qual seria?

Quando querem uma sociedade livre optam por “devendo ser o indivíduo, e não o Estado, a assumir a responsabilidade pelas escolhas que faz” mas querem que isto tenha uma “garantia”, a da “ limitação constitucional dos poderes do Estado“, mas não sem pedir “que o Estado deve ter uma dimensão reduzida” ao mesmo tempo em que tenha de “assegurar firmemente, de forma sustentável e de acordo com o princípio da subsidiariedade“, “assegurar firmemente, de forma sustentável e de acordo com o princípio da subsidiariedade“.

Como o Estado pode “assegurar firmemente” (é o discurso do Serra – o Estado Forte e Eficiente) a “limitação dos podêres do Estado” – o Estado fiscaliza o Estado – se é o “ indivíduo, e não o Estado, a assumir a responsabilidade pelas escolhas que faz? E o que é êste

Se realmente pensam que liberdade é um direito inalienável de todos os indivíduos porque atribuir, afinal, ao Estado, a responsabilidade de fiscalização do que o indivíduo tem por responsabilidade fazer e que somente o indivíduo pode fazer?

Se o indivíduo deve assumir a responsabilidade pelas escolhas que faz, e não o Estado, porque escolher o Estado?
Os portuguêses defendem uma sociedade com uma “
economia de mercado livre”, mas APENAS como forma preferencial de organização económica“, sem abrir mão da INTERVENÇÃO do Estado para fazer valer o “respeito pela propriedade privada, concorrencial e pleno de diversidade, onde o Estado desempenha essencialmente um papel regulador.“.

Como é que você pode imaginar uma economia preferencialmente de mercado?

Quando é, em que circunstâncias, em que uma economia pode ser de mercado e não ser de mercado?

Êste é o papel regulador do Estado?

Se “o indivíduo, e não o Estado, a assumir a responsabilidade pelas escolhas que faz” porque o indivíduo escolheria, justamente, não assumir?

Imaginem um Estado Regulador respeitando a iniciativa e a propriedade privadas, e “subsidiário”.

Qual será a “subsidiaridade” que vai atuar junto com o Estado para fazê-lo, Estado, cumprir as demandas que a sociedade já disse que quer atendidas pela iniciativa privada se o indivíduo é quem deve “assumir a responsabilidade pelas escolhas que faz“? E o que é, exatamente, êste

Uma Parceria Público-privada?

Os portuguêses acreditam “… que o Estado deverá ser laico, jamais portador de qualquer moral religiosa“, mas não se importam … muito …. que o Estado tenha algumas ….. digamos …. preferências econômicas….

E o que é, exatamente, êste “princípio da subsidiariedade“?

Não seria o caso do Estado ser separado da Igreja e da economia, pelas mesmas razões? 

Mas seriam somente os portuguêses a acreditar no  Liberalismo Social?
Ayn?

Tá bom, agora conta uma de índio ….

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